Mito do Dia
Um mito clínico sobre vacinação — desvendado com evidência.
A gravidez contraindica a vacinação pós-exposição à raiva.
A gravidez não é contraindicação para vacinação pós-exposição à raiva; em indivíduos não vacinados o esquema pós-exposição inclui 4–5 doses mais imunoglobulina. Sem tratamento, a raiva é quase sempre fatal (>99%).
DGS — Livro de VacinaçãoArquivo dos últimos 14 dias
ProMito
A vacina VHB é contraindicada em crianças com febre ou doença aguda ligeira.
Na realidade
A contraindicação relativa indicada é apenas doença aguda grave, com ou sem febre; doença ligeira ou febre baixa não contraindicam a VHB. A vacina deve ser administrada conforme o calendário (ex.: nas primeiras 24 horas de vida). Contraindicação absoluta: reação anafilática a dose anterior ou a constituintes.
Mito
Qualquer febre é contraindicação para administrar a vacina da hepatite A.
Na realidade
A vacina contra hepatite A é inativada. Como contraindicação relativa consta apenas 'doença febril aguda grave'; febre ligeira não está descrita como contraindicação absoluta.
Mito
O reforço da vacina contra cólera em crianças é igual ao dos adultos (reforço aos 2 anos).
Na realidade
Errado. O esquema difere: adultos e ≥6 anos — 2 doses e reforço aos 2 anos; crianças 2–5 anos — esquema primário de 3 doses e reforço aos 6 meses. Contraindicação absoluta: reação anafilática anterior.
Mito
A vacina contra febre tifóide é viva e, por isso, contraindicada em doentes imunodeprimidos.
Na realidade
Não é uma vacina viva: é uma vacina inativada polissacárida (Typhim Vi). Deve ser administrada em dose única pelo menos 2 semanas antes da viagem; revacinação a cada 3 anos. Indicada a partir dos 2 anos em áreas endémicas. Contraindicação absoluta: reação anafilática anterior.
Mito
Beyfortus é uma vacina activa que confere imunidade duradoura aos lactentes.
Na realidade
Beyfortus é um anticorpo monoclonal que confere protecção passiva, não uma vacina activa; administra‑se em dose única sazonal (campanha outubro‑março): 50 mg se <5 kg, 100 mg se ≥5 kg.
Mito
Como é “vacina”, pode ser administrada a qualquer altura e a qualquer lactente, mesmo com doença febril aguda.
Na realidade
Para Beyfortus/VSR, a doença febril aguda é contraindicação relativa. A campanha decorre de outubro a março, com dose única conforme o peso (<5 kg: 50 mg; ≥5 kg: 100 mg).
Mito
A vacina da varicela pode ser administrada durante a gravidez se a mulher não tiver sintomas.
Na realidade
A vacina viva atenuada da varicela é contraindicada na gravidez. Deve evitar-se engravidar até 1 mês após a vacinação e vacinar mulheres suscetíveis antes da gravidez.
Mito
A vacina da gripe só deve ser dada a partir de setembro, mesmo a grávidas ou doentes crónicos.
Na realidade
A vacina da gripe é indicada a partir de setembro, mas é recomendada em qualquer trimestre da gravidez. Para grupos de risco (ex. doentes crónicos), deve ser administrada conforme indicação.
Mito
“A vacina HPV9 pode ser dada durante a gravidez sem necessidade de adiar o esquema.”
Na realidade
A HPV9 não é recomendada durante a gravidez. Se engravidar durante o esquema, deve adiar as restantes doses para após o parto.
Mito
A VSR (Beyfortus) pode ser dada a qualquer lactente, mesmo com doença febril aguda.
Na realidade
A vacinação com VSR deve ser adiada em caso de doença febril aguda (contraindicação relativa).
Mito
“A vacina HPV9 pode ser dada durante a gravidez sem problema.”
Na realidade
A vacina HPV9 não é recomendada durante a gravidez. Se engravidar durante o esquema, deve adiar as restantes doses para após o parto.
Mito
“A vacina do mpox é uma vacina viva replicativa e é sempre contraindicada em imunodeprimidos.”
Na realidade
A vacina do mpox (Jynneos/Imvanex) é viva não replicativa. Pode ser administrada em imunodeprimidos, ao contrário do que muitos assumem.
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